Uma pergunta surge com frequência: o Islã é compatível com a ciência? Longe de se oporem, a fé e a razão encontram-se na tradição muçulmana, que durante muito tempo incentivou a busca do conhecimento.
O conhecimento, um valor central
A primeiríssima palavra revelada do Alcorão é um apelo ao conhecimento:
«Lê, em nome do teu Senhor que criou.» (Alcorão 96:1)
Muitos versículos convidam o ser humano a observar a natureza, refletir sobre o universo e procurar compreender o mundo que o rodeia.
A idade de ouro das ciências islâmicas
Entre os séculos VIII e XIV, o mundo muçulmano foi um importante centro científico:
- Al-Khwarizmi lançou as bases da álgebra (a palavra vem do árabe al-jabr).
- Ibn al-Haytham revolucionou a ótica e o método experimental.
- Ibn Sina (Avicena) escreveu obras de medicina estudadas na Europa durante séculos.
- Astronomia, química, geografia, filosofia: as contribuições foram imensas.
Fé e razão não se opõem
Na visão islâmica, estudar a criação é uma forma de admirar a sabedoria do Criador. A ciência responde ao «como» dos fenómenos, enquanto a fé ilumina o «porquê» da existência. As duas complementam-se.
E hoje?
O Islã continua a incentivar a educação e a curiosidade intelectual. Buscar o conhecimento, em todas as disciplinas, continua a ser considerado um ato virtuoso.
«A busca do conhecimento é uma obrigação para todo muçulmano.»
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